Do ventre da noite que me encobre,
Negra feito abismo sem margem.
Agradeço seja lá o que Deuse é,
Pela minha alma que não se rende.
Sob as crueis garras da circunstância
Não tremi, nem chorei alto.
Sob o espanco do acaso
Minha cabeça está ensanguentada, mas não se curva.
Além deste lugar de ira e lágrimas,
Paira apenas o horror da escuridão.
Ainda assim a ameaça do tempo
Chegará, e me encontrará sem medo.
Não importa quão estreito seja o portão,
Quão cheio de punições o julgamento,
Eu sou o mestre do meu destino,
Eu sou o capitão da minha alma.
Tradução e adatação do poema “Invitus” de William E. Henley para o Português (BR), conhecido por ter inspirado Nelson Mandela a persistir em seus 27 anos de prisão durante o regime do apartheid na África do Sul entre 1948 e 1994

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