Da infância destruído sonho de esperança
Maldita seja essa sufocante lembrança
As páginas do abuso escondido
O soco na cara esculpido
Cicatrizes além da aparência
Construíram amarga consequência
Vulgarmente exposta alma e corpo
Pouco a pouco amor profundo destruído, morto
Ser consequência do destino? Ser da vida indesejado inquilino?
Com a força de cada palavra lançada
Mudar o destino por não ser obra terminada
Indiferente ao tempo olhar para dentro
Sem ganância se permitir humilde lamento
Não ser pelo medo tomado
Ao enfrentar os demônios do passado
Para enfim ser livre e não mais condenado
E com o elixir sagrado da vida ser finalmente corado
