Paranoyas

Tínhamos segredos, coisas que sabíamos e nunca ninguém jamais saberia.
Mentimos a todo tempo.
Escondemos sentimentos que muitas vezes eram correspondidos.
Deixamos de falar que realmente nos amamos e estávamos apaixonados.
Afinal, “há tanto a perder não é mesmo?”
Pura mentira de nós para Nós.
Pura mentira de nossas fantasias.
Pura mentira de nossos desejos.
Pura mentira de nossas preocupações.
Afinal, “há tanto a perder não é mesmo?”
Nunca deixamos escapar os segredos. (E estes eram “tão importantes”)
Falsas adulações egocêntricas eram feitas. (E estas eram “tão valorosas”)
Seguramos palavras, gestos e beijos. (E a cada segundo, o amor se afastava)
Esquecemos quem realmente éramos. (E a paixão passou a não arder mais)
Afinal, “há tanto a perder não é mesmo?”
Preferimos ganhar “jogos de amor”. (Do que ter o amor)
Optamos fugir de Nós. (Nos perdemos)
No final, perdemos mais, muito mais do que “pensamos” em perder. (Coisas sem o mínimo valor foram trocadas, por nossas próprias escolhas, pelo amor)

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A gente

A gente acha fácil e quando vê…já foi
A gente pensa que é e acaba por viajar prum lugar perigoso…nos pensamentos
Tenta decifrar cada passo…são coisas sem cifra
Tenta fazer o certo, com calma…acaba por se calar ou falar demais
Acha que consegue dominar, domar, envolver…só nos perdemos mais e mais
Acha que dá pra tentar…mas Nós não quer, só agente
No final, a gente espera…
Espera um sorriso sincero
Espera um beijo de adeus
Espera um – um sequer gesto de carinho.
É, a gente sabe que às vezes falta.
Falta tanto que até faz falta a falta.
Uns bebem, outros escrevem
Tem gente que corre, tem gente que foge
Mas só a gente, pra poder continuar
Tentando, talvez
Mudando, talvez
Só a gente pra não deixar escapar
Mais uma vez
O amor

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O Amor que tenho por Ti

O Amor que tenho por ti seria igual a todo amor
Se não fosse por algo especial
Algo que nenhum outro amor tem
E que nenhum outro alguém ama mais do que eu
Ti.

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