Teatro do Ego

Parece grade que prisão assombra
Mas é projeção e sombra
Que cabeça monta
Aprisiona tonta

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Hype

Quem se perde correndo atrás de tendência,
nunca encontra verdadeira essência.

É na ausência que o dilema floresce.
É na presença que a arte acontece.

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inimigo do meu inimigo

Patrões e empregados
Diferentemente explorados
Psicologicamente abalados
Individualmente motivados
Propositalmente desorientados
Igualmente escravizados

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Poesia em todo seu clichê

Efêmeros segundos que somam o tempo
Parte de um infinito que não liga pra nada
Que não se importa com o meu pensamento
Que não dá bola pra minha cabeça noiada

Distante do instante quando toca o vento
Toma de assalto atenção alienada
A chuva fria lembra a sutileza do momento
A sala vazia, uma vida engarrafada

Eis que poesia cabe em qualquer dia
Com todo calor de sua companhia
Com toda verdade que me acolhe
Com toda ego que me demole

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Romeu Sem Julieta

Já me disse que nada
Aconteceria entre a gente
“Adeus, vou embora”

Mas me descobria
Com tantos segredos trocados
Em discografias

E eu agora represento meu papel de bobo sendo mais um Romeu
Sem Julieta

E eu agora represento meu papel de bobo sendo mais um Romeu
Sem Julieta

🌟 Música selecionada para o 55º Festival Nacional da Canção em 2025

Letra da música “Romeu Sem Julieta”, disponível nas principais plataformas de streaming em versão Estúdio, Ao Vivo & Acústico:

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Fotograrte

Olhar, enquadrar. VelocidadeAaberturaFoco.

CLICK.

Lugar, instante. HoraMinutoSegundo.

CLICK.

Filme, luz, amplia, incide, refrata, s u r g e.

QUÍMICA.

Enquadra, posiciona, expressa.

ARTE.

Fotografar é tecnologia, natureza e arte.
É a visão do fotografo aliada a química.

Química que transforma papel em foto,
Click em arte.

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Rubricando Teatro

Teatro,
O viver morto cheio de sentimento,
Entre as pernas dos outros.
Eu, berrante símbolo de expressão!
Para que viver imitando o mundo?
Se o mundo me imita a cada segundo?
Eu, eternamente brigando com a razão!

Teatro,
Gargalhadas o fazem bem
Tanto quanto lágrimas;
Eu, sem saber a direção!
O que mais queres Teatro?
Queres a mim?
Só se me deres a ti.
Não como ganha pão,
Mas como ferramenta de coesão!

Liga-me a ti Teatro!
Pois Eu,
Abrirei todo pano manchado de sangue
Para enfim, ter a ti por completo.
Agora entendo Teatro, todo esse rancor e alegria,
Todo paradoxo de tua existência.
É para que Eu, berrante símbolo de expressão,
Viva sempre entre as pernas dos outros,
Morto, porém cheio de sentimento!

Rubrico agora Eu,
Para que em ti fique guardado tal sentimento
E assinado tal amor…

– Tales Henrique dos Santos Buonarotti Ferreira, Eu, Ator

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letrasolta

O poeta escreve e deve solto escrever:
reinventar palavras, soltar a letra e lançar o acento.

O poeta escreve e deve solto escrever:
grafar poesia, tatear o intacto.

E deve escrever, acima de tudo, solto o poeta:
perder-se na gramática, sem à métrica se prender.

solto.escrever.deve o poeta.

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