Plano Sutil

Existe um lugar um tanto além…

Um lugar que não é de estadia ou destino de chegada.

Um lugar que não é, que está.

Um lugar que não é onde, é quando.

Um lugar que não se conquista, mas um estado que se acessa.

Um lugar que não se chega, mas acontece.

Um lugar que não tem fronteira, mas assume várias formas.

Um lugar que não é de conexão ou de comunicação, mas de afinação.

Existe um lugar um tanto além…

Um lugar que compõe um todo indivisível.

Um lugar de unidade.

Um lugar de não dualidade.

Existe um plano Sutil.

126 / 139

A propósito…

“Esse negócio de propósito é um negócio que hoje, a propósito, virou negócio.”

122 / 139

Caminhos

Me encontrar no meio?
Parece errado.

Escolher apenas um?
Um desperdício.

Mas ao mesmo tempo,
o tempo passa.

E o que parece errado é ficar parado
– isso sim, é um desperdício.

71 / 139

Coisas que não me são

Sou várias coisas, assim como várias que não me são.

Procuro viver a vida sem procurar (felicidade alegria, etc.).

Vivo o agora. Amanhã é amanhã… E amanhã a gente vê o que vai acontecer – apesar de todas as noites deitar e pensar no futuro.

Contradigo-me às vezes, sim. Pois sou “capa e contracapa”, pois “ser capa e ser contra a capa é a beleza da contradição, é negar a si mesmo” (cortesia de Fernando Anitelli).

Gosto de várias coisas, assim como várias que não me gostam. Mas, como diria um professor meu do colégio “Eu não gosto de muitas coisas, mas não posso negar que estas são, no mínimo, interessantes”.

Contradigo-me às vezes, sim. Mas, na verdade, são fases – estas que todos temos. E quer saber? São destas fases que formamos nosso caráter e os nossos princípios, por isso não me arrependo das coisas que fiz – sim das que deixei de fazer.

Afinal de contas…

“A vida é pra valer. Não se engane não, tem uma só. Duas mesmo, que é bom, ninguém vai dizer que tem sem provar, muito bem provado, com certidão passada em cartório do céu e assinado embaixo: Deus. Com firma reconhecida” (cortesia de Vinicius de Moraes).

E para não dizer que não falei das flores. Amor em minha vida é o que venéro e busco (falei que me contradiz).

O tenho como o Poeta, deveras importância e, em vezes – sendo sincero, muitas – não correspondência. Mas, é o amor que faz o mundo girar (desculpem o clichê).

É a paixão, esta tão próxima do amor, que faz as pessoas fazerem coisas extraordinárias (cortesia de algum filme que não me lembro o nome nem a história, mas é de um, bom, filme).

16 / 139

Os Sons da Dú – vida

E se for vai ser
Aquilo que sou agora
O que fui outrora, e que desejo um dia ser
Saber já não sei
O que sei é o que sou, o que fui, e o que serei
Quem sabe?
Sabe que tem que saber
O que se sabe é tudo o que sei
Nada
O que se quer saber é do mundo
E das coisas que a gente sabe que ele tem
Mas se soubesse não queria
Nesse poema devanear
Toda essa sabedoria

13 / 139