Insubordinação

Foda viver diferente
Não seguir a corrente
Precisa trampa bem a mente
Não se fazer de inocente
Acolher as treta consciente
Fortalecer o guerreiro sobrevivente
Sem se perder no conveniente

O bagulho é loco

Cabeça fria
E coração quente

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Invictus (Tradução Português - BR)

Do ventre da noite que me encobre,
Negra feito abismo sem margem.
Agradeço seja lá o que Deuse é,
Pela minha alma que não se rende.

Sob as crueis garras da circunstância
Não tremi, nem chorei alto.
Sob o espanco do acaso
Minha cabeça está ensanguentada, mas não se curva.

Além deste lugar de ira e lágrimas,
Paira apenas o horror da escuridão.
Ainda assim a ameaça do tempo
Chegará, e me encontrará sem medo.

Não importa quão estreito seja o portão,
Quão cheio de punições o julgamento,
Eu sou o mestre do meu destino,
Eu sou o capitão da minha alma.

Tradução do poema “Invitus” de William E. Henley para o Português (BR), conhecido por ter inspirado Nelson Mandela a persistir em seus 27 anos de prisão durante o regime do apartheid na África do Sul entre 1948 e 1994

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Imóvel

Deságua em mim um desejo de liberdade
mas aprisionado na causalidade
e vencido pela idade

me dá preguiça.

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Alma liberta

Em todo caos, beleza
Em toda alegria, tristeza
Em toda força, delicadeza

Sem pressa, ela festeja
Sua própria natureza

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Reconstrução

Da infância destruído sonho de esperança
Maldita seja essa sufocante lembrança

As páginas do abuso escondido
O soco na cara esculpido

Cicatrizes além da aparência
Construíram amarga consequência

Vulgarmente exposta alma e corpo
Pouco a pouco amor profundo destruído, morto

Ser consequência do destino? Ser da vida indesejado inquilino?

Com a força de cada palavra lançada
Mudar o destino por não ser obra terminada

Indiferente ao tempo olhar para dentro
Sem ganância se permitir humilde lamento

Não ser pelo medo tomado
Ao enfrentar os demônios do passado

Para enfim ser livre e não mais condenado
E com o elixir sagrado da vida ser finalmente corado

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