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“De vez em quando a vida entrega tanto que a gente nem sabe o quanto.”

Escritor do letrasolta desde 2010
“De vez em quando a vida entrega tanto que a gente nem sabe o quanto.”
Assistir ao vento
Lembrar que ainda há tempo
Que o processo é lento
E apesar de tanto lamento
Existe, apenas, o momento.
“Quando ficamos calados, falamos muito. Quando falamos pouco, criamos uma confusão danada.”
deixar o tempo trazer o calor de um Dezembro de amores
de um fim de primavera.
deixar o tempo soprar as folhas de um Março de rancores
de um fim de verão.
deixar o tempo soar o silêncio de um Junho de dores
de um fim de outono.
deixar o tempo exalar o perfume de um Setembro de flores
de um fim de inverno.
deixar o tempo – enfim – passar
de novo.
Já não há mais conto!
Só nos restou o ponto,
E a espera da corrida,
E a amargura da despedida
De uma vida resumida
A um único ponto.
Acordo triste, mas com sorriso no rosto
Essa noite Morfeu te trouxe como visita
A manhã é cheia de outras coisas
Você me visita nas notas do ofício
Mas o momento é desperdício sem você
A tarde é cheia de mais outras coisas
Você me visita nas flores pelo caminho
Mas o momento é vazio sem você
Me dá vontade de dormir de novo
Só para ver se sua visita fica
O Sol dança com a Lua
E nessa cena, aflito, meu coração chora
Me deito abraçado ao travesseiro
Imagino seu toque no meu peito, seu cheiro
Espero que visite meus sonhos outra vez
Porque o momento é etéreo sem você
E quem sabe quando eu acordar um dia, todo dia não seja só visita, mas morada na minha singela rotina
Algo rítmico
Cansei de brigar com o algoritmo…
da minha falta de ritmo
de toda hora pensar no que publico
de me definir pelo recorte
de me comparar com o mais forte
de não saber brincar
se pá é falta de resiliência
se pá é falta de terapia
se pá é só loucura minha
se pá só queria ser mais arteiro e menos blogueiro
se pá ter mais substância e menos arrogância
se pá ser mais interessante e menos brochante
#F0d4-se, só cansei de brigar com o algorítmo!
Bares abertos, copos cheios, show da banda:
— Véi, a vida anda!
Como se a vida ao normal tivesse voltado, como se a pandemia já tivesse acabado.
É muito louco como isso mexe com nossa cabeça vazia, mas como minha vó já dizia…
…frente a tamanho paradoxo, tamanha hipocrisia:
— Meu Deus, que será disso?
SÁBADO, 15 de Maio de 2021
Me sinto um idiota!
Por fazer a minha parte,
por me privar de ficar na rua até mais tarde.
Me sinto um idiota!
Por que tiram sarro da minha cara,
quando chega com ela quase toda tapada
Me sinto um idiota!
Por acreditar que as pessoas pudessem ser um pouco mais sensíveis com a dor de quem perdeu alguém.
Mas tudo bem,
Porque sei que tem outros tão idiotas quanto eu por aí também.
Já me disse que nada
Aconteceria entre a gente
“Adeus, vou embora”
Mas me descobria
Com tantos segredos trocados
Em discografias
E eu agora represento meu papel de bobo sendo mais um Romeu
Sem Julieta
E eu agora represento meu papel de bobo sendo mais um Romeu
Sem Julieta
🌟 Música selecionada para o 55º Festival Nacional da Canção em 2025
Letra da música “Romeu Sem Julieta”, disponível nas principais plataformas de streaming em versão Estúdio, Ao Vivo & Acústico:
É, a vida hoje tá complicada e o dia tá difícil!
É difícil encontrar essência em meio a tantas máscaras que criamos para ter dinheiro, para ter amigos, para ter amor, para ter sexo, para ter felicidade, para ter sucesso e, no meio de tanto querer ter, nos esquecemos de ser.
Queremos ter o rótulo que melhor se enquadra, queremos ter a coisa que mais nos agrada, que mais nos conforta, que mais nos faz feliz.
Mas e o que sentimos? E a sinceridade que guardamos para o travesseiro? Aquela que só nós sabemos que existe e que só nós sabemos onde está? E aqueles pensamentos e sentimentos que nos dão tanto medo de encontrar? E aquela verdade que às vezes nem a gente quer aceitar?
Talvez estejamos deixando tudo isso para trás. Talvez estejamos ignorando o que realmente somos. E em troca de que? Em troca da próxima balada? Em troca da próxima noite de sexo? Em troca do próximo milhão? Em troca do próximo gole? Do próximo back? Da próxima coisa que nos faça esquecer-se de enfrentar as verdades que tanto escondemos?
A vida pode até não ter sentido e ser, simplesmente, efêmera.
As pessoas podem até não ser tão especiais assim e estar, simplesmente, alienadas.
E tudo pode não passar de puro niilismo.
Talvez pouco importe. Talvez tudo seja simples assim e, talvez, essa troca valha a pena.
Mas talvez não. E talvez Ter e não Ser seja o significado da palavra solidão.
E assim a vida pode não ser sobre o que é melhor do que o que, sobre o que sem tem, sobre o que se quer ter. Mas sobre o que se é. Sobre compartilhar o que se sente.
E assim a vida pode não ser mais sobre as coisas que fizemos um para o outro, sobre as coisas que deixamos para vida do outro. Mas sobre os momentos que compartilhamos, sobre os sentimentos que dividimos, sobre cada lágrima derramada ao lado, sobre cada sorriso trocado. Sobre cada segundo vivido junto, sobre cada minuto de troca do intangível, do não mensurado.
E assim possamos sentir mais humanidade, e que assim possamos compartilhar a sinceridade em Ser.
“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios, por isso cante, dance e viva intensamente antes que as cortinas se fechem e o espetáculo termine sem (os seus próprios) aplausos”
Charles Chaplin
Sou várias coisas, assim como várias que não me são.
Procuro viver a vida sem procurar (felicidade alegria, etc.).
Vivo o agora. Amanhã é amanhã… E amanhã a gente vê o que vai acontecer – apesar de todas as noites deitar e pensar no futuro.
Contradigo-me às vezes, sim. Pois sou “capa e contracapa”, pois “ser capa e ser contra a capa é a beleza da contradição, é negar a si mesmo” (cortesia de Fernando Anitelli).
Gosto de várias coisas, assim como várias que não me gostam. Mas, como diria um professor meu do colégio “Eu não gosto de muitas coisas, mas não posso negar que estas são, no mínimo, interessantes”.
Contradigo-me às vezes, sim. Mas, na verdade, são fases – estas que todos temos. E quer saber? São destas fases que formamos nosso caráter e os nossos princípios, por isso não me arrependo das coisas que fiz – sim das que deixei de fazer.
Afinal de contas…
“A vida é pra valer. Não se engane não, tem uma só. Duas mesmo, que é bom, ninguém vai dizer que tem sem provar, muito bem provado, com certidão passada em cartório do céu e assinado embaixo: Deus. Com firma reconhecida” (cortesia de Vinicius de Moraes).
E para não dizer que não falei das flores. Amor em minha vida é o que venéro e busco (falei que me contradiz).
O tenho como o Poeta, deveras importância e, em vezes – sendo sincero, muitas – não correspondência. Mas, é o amor que faz o mundo girar (desculpem o clichê).
É a paixão, esta tão próxima do amor, que faz as pessoas fazerem coisas extraordinárias (cortesia de algum filme que não me lembro o nome nem a história, mas é de um, bom, filme).