Covarde Incerteza

Criações da minha cabeça ou realidade?
Já nem sei mais de onde vem minha covarde incerteza.

Procuro razões e imagino cenas torturantes…
Assisto nosso filme em detalhes. Mudo de opinião a cada frame.

Em quem devo acreditar? No mocinho? No vilão? Quem é quem?

Mas acreditar não é o bastante.
É preciso viver. É preciso agir mais do que falar, fazer além de escrever.

Tenho vontade de chorar por não saber lidar contigo e todas as suas dúvidas.

Por não ter paciência para sua grosseria.
Por não ter disposição para sua falta de cuidado.

E tudo o que eu queria era uma mensagem sua, um toque que é diferente de todos os outros toques.

“A gente não briga quando está junto”

Por que será?

Porque nos perdemos em nossos próprios pensamentos.
Porque nos afogamos em nossa profundeza escura e fria.

Será que deixamos de cuidar de nós e da gente?
Deixando de estar bem, deixamos de fazer bem

De gentis anjos nos tornamos cruéis demônios um pro outro.

Sinto falta da sua divindade, da sua bondade e carinho.
De como sua presença me tira do chão mesmo deitado.

Me fecho. Me tranco. Me escondo com medo de todas tantas coisas que poderiam acontecer – e das tantas outras que aconteceram.

Somos apenas duas almas românticas do mundo navegando pelo oceano torturante do receio.

Somos apenas escravos da covarde incerteza.

Somos apenas sensíveis e fortes demais para resolver nossas tretas.