Coisas que não me são

Sou várias coisas, assim como várias que não me são.

Procuro viver a vida sem procurar (felicidade alegria, etc.).

Vivo o agora. Amanhã é amanhã… E amanhã a gente vê o que vai acontecer – apesar de todas as noites deitar e pensar no futuro.

Contradigo-me às vezes, sim. Pois sou “capa e contracapa”, pois “ser capa e ser contra a capa é a beleza da contradição, é negar a si mesmo” (cortesia de Fernando Anitelli).

Gosto de várias coisas, assim como várias que não me gostam. Mas, como diria um professor meu do colégio “Eu não gosto de muitas coisas, mas não posso negar que estas são, no mínimo, interessantes”.

Contradigo-me às vezes, sim. Mas, na verdade, são fases – estas que todos temos. E quer saber? São destas fases que formamos nosso caráter e os nossos princípios, por isso não me arrependo das coisas que fiz – sim das que deixei de fazer.

Afinal de contas…

“A vida é pra valer. Não se engane não, tem uma só. Duas mesmo, que é bom, ninguém vai dizer que tem sem provar, muito bem provado, com certidão passada em cartório do céu e assinado embaixo: Deus. Com firma reconhecida” (cortesia de Vinicius de Moraes).

E para não dizer que não falei das flores. Amor em minha vida é o que venéro e busco (falei que me contradiz).

O tenho como o Poeta, deveras importância e, em vezes – sendo sincero, muitas – não correspondência. Mas, é o amor que faz o mundo girar (desculpem o clichê).

É a paixão, esta tão próxima do amor, que faz as pessoas fazerem coisas extraordinárias (cortesia de algum filme que não me lembro o nome nem a história, mas é de um, bom, filme).

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Improdutividade sabadal

Já se sentiu sem vontade de fazer nada? Mas com vontade de fazer algo?
Não é tédio!
Já sentiu que ficava ali , esperando o tempo passar só por esperar e mais nada?
Não é tédio!
Já se sentiu não amado , com mil dúvidas sobre o seu amor , sobre os “porquês” disso e daquilo?
Não é tédio!
Já se sentiu ali , parado , e seu único ato era trocar de música para uma mais lenta e depressiva ?
Não é tédio!
Ahhhhhhh já chega desse tédio!

Fui fumar um cigarro…

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Tédio

Fui buscar o café.

O chão da cozinha molhado com os respingos da chuva que veio.

[Que cabeça a minha deixar a porta entre aberta]

[…]

Amargo. Mesmo com as tantas colheres de açúcar de costume.

[…]

Mais um gole.

[…]

Já não tão amargo quanto o primeiro.

[Que deprimente, escrever sobre o café]

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Café, o poema do café

Café de meia, de cafeteira
Tomo até de mamadeira

Café em grão, de verão
Secando ao Sol na fazenda do Barão

Café em pó, com pão e só
Cedinho na casa da vovó

Café expresso, de padaria
Com gosto de correria

Se o café, coitado, soubesse para onde iria,
Sequer ele nasceria.

Mas se não fosse a coragem do café,
Eu não estaria de pé,
Escrevendo poesia

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