Pensamentos de Cabeça de Travesseiro
É, a vida hoje tá complicada e o dia tá difícil!
É difícil encontrar essência em meio a tantas máscaras que criamos para ter dinheiro, para ter amigos, para ter amor, para ter sexo, para ter felicidade, para ter sucesso e, no meio de tanto querer ter, nos esquecemos de ser.
Queremos ter o rótulo que melhor se enquadra, queremos ter a coisa que mais nos agrada, que mais nos conforta, que mais nos faz feliz.
Mas e o que sentimos? E a sinceridade que guardamos para o travesseiro? Aquela que só nós sabemos que existe e que só nós sabemos onde está? E aqueles pensamentos e sentimentos que nos dão tanto medo de encontrar? E aquela verdade que às vezes nem a gente quer aceitar?
Talvez estejamos deixando tudo isso para trás. Talvez estejamos ignorando o que realmente somos. E em troca de que? Em troca da próxima balada? Em troca da próxima noite de sexo? Em troca do próximo milhão? Em troca do próximo gole? Do próximo back? Da próxima coisa que nos faça esquecer-se de enfrentar as verdades que tanto escondemos?
A vida pode até não ter sentido e ser, simplesmente, efêmera.
As pessoas podem até não ser tão especiais assim e estar, simplesmente, alienadas.
E tudo pode não passar de puro niilismo.
Talvez pouco importe. Talvez tudo seja simples assim e, talvez, essa troca valha a pena.
Mas talvez não. E talvez Ter e não Ser seja o significado da palavra solidão.
E assim a vida pode não ser sobre o que é melhor do que o que, sobre o que sem tem, sobre o que se quer ter. Mas sobre o que se é. Sobre compartilhar o que se sente.
E assim a vida pode não ser mais sobre as coisas que fizemos um para o outro, sobre as coisas que deixamos para vida do outro. Mas sobre os momentos que compartilhamos, sobre os sentimentos que dividimos, sobre cada lágrima derramada ao lado, sobre cada sorriso trocado. Sobre cada segundo vivido junto, sobre cada minuto de troca do intangível, do não mensurado.
E assim possamos sentir mais humanidade, e que assim possamos compartilhar a sinceridade em Ser.
“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios, por isso cante, dance e viva intensamente antes que as cortinas se fechem e o espetáculo termine sem (os seus próprios) aplausos”
Charles Chaplin
