Insubordinação

Foda viver diferente
Não seguir a corrente
Precisa trampa bem a mente
Não se fazer de inocente
Acolher as treta consciente
Fortalecer o guerreiro sobrevivente
Sem se perder no conveniente

O bagulho é loco

Cabeça fria
E coração quente

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Ah se eu pudesse…

Me lembro muito bem, meu bem
Do dia que você me conquistou
Já faz um tempo eu sei, meu bem
E o nosso tempo já passou

Mas perdi a chave do meu ser
Quando colei só para tever

Ah se eu pudesse…
Ah se eu pudesse…

Me lembro muito bem, meu bem
Das noites que andei sem direção
Vaguei sem ter ninguém, meu bem
E a noite virou dia sem perdão

É que perdi a chave do meu ser
Então colei só pra te ver

Ah se eu pudesse…
Ah se eu pudesse…

Eu nunca imaginei porém
Do tempo que ainda nos restou
Que nada disso iria além
Que a ilusão já se acabou

Mas nem sei da chave do meu ser
E colo aqui só pra ter ver

Ah se eu pudesse…
Ah se eu pudesse…

Letra da música “Ah se eu pudesse…”, faixa do EP “Para Corações Partidos – já disponível nas principais plataformas de streaming por aqui.

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Segue o Baile

Parece brincadeira, inocente
Quando entra na tua mente
Sabotando seu inconsciente

As ideia errada e as batida de putaria
Aliena a maioria
Afogando em disforia
os que poderia lutar por melhoria

Rebolando ao som de sirene
enquanto o mundo derrete

Falta de profundidade se pá nos condene
enquanto o inimigo se diverte

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Presente hereditário

O choro que chora de saudade
De ouvir no piano ou no rádio pela cidade
Lembrança do silêncio e sua sonoridade

Herança que me foi entregue
Amor que diariamente me persegue
Que suas notas minh’alma sempre regue

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Sobre Saborear Discos de Vinil e Obesidade de Conteúdo

Existe uma magia única em passar por uma rua, ver umas caixas de vinil na frente de um café, parar e levar para casa alguns discos que você não tem ideia do que tem.

Uma magia que vem de um encontro tão raro hoje em dia.

Um encontro com o acaso, com o caos, com o destino.

Quantos micro eventos tiveram que acontecer para um daqueles discos parar na sua casa tocando na sua sala?

Quantas pessoas, histórias e vitrolas esse disco já conheceu antes de conhecer você?

E ali não tinham todos os discos do mundo à sua disposição, você também não poderia levar todos para casa e nisso, acontece outro encontro mágico.

O encontro consigo mesmo, pois naturalmente existe intenção, carinho e foco no que é certo para você.

Você intencionalmente repousa sua atenção na escolha dos discos em algo que lhe rouba atenção por conhecer o nome do artista, ou de repente a imagem da capa que te lembra alguma coisa, ou simplesmente porque te deu uma vontade inexplicável de levar um disco específico.

É só sobre você e suas escolhas.

Nos deixamos levar por conversas com outros entusiastas e colecionadores, nos deixamos encantar por viver e observar o momento da nossa curiosidade. Compramos alguns discos e levamos para casa apenas a ansiedade pela descoberta.

Na hora de chegar em casa para tocar, outro momento de muita atenção acontece…

Diferente de qualquer outro meio de ouvir música, é preciso colocar o vinil, ligar a vitrola e quando acabar um lado, trocar para o outro.

Não dá pra pular música num simples toque, não dá para voltar arrastando o dedo pela tela, não dá para colocar numa playlist.

É preciso saborear todos os temperos que o disco pode te oferecer com calma.

Temperos doces, amargos, salgados, azedos, ácidos…

E é engraçado como não existe necessariamente um tempero bom ou ruim, mas apenas o prazer em estar presente sem julgamentos e aberto para saborear todas as notas e nuances que o destino colocou na nossa frente.

Existe uma magia única em experiências como essa que nos conectam mais com nós mesmos, nossa alma e menos com tudo o que é possível.

Esses dias ouvi não sei aonde uma frase que cunhou um termo que me fez total sentido:

“Vivemos um sério problema de obesidade de conteúdo.”

Desconhecido

Nossa gula por mais nos tornou obesos e não sabemos diferenciar os sabores das experiências que vivemos por estar sempre em busca de mais informação, mais conteúdo, mais, mais, mais e mais.

A entrega é na tela, sentado no sofá e isenta de qualquer mágica.

O olhar é viciado, não intencional, ansioso e frenético.

Podemos ter evoluído a tecnologia, mas nossa alma segue a mesma

Acho que por isso que as gerações mais novas têm se voltado pra fora da internet, perdido interesse por tudo isso e com ar de nostalgia.

Talvez exista esperança.

Talvez precisamos estar cada vez mais conscientes do tipo de conteúdo que consumimos – já que hoje o banquete está sempre servido.

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Romeu Sem Julieta

Já me disse que nada
Aconteceria entre a gente
“Adeus, vou embora”

Mas me descobria
Com tantos segredos trocados
Em discografias

E eu agora represento meu papel de bobo sendo mais um Romeu
Sem Julieta

E eu agora represento meu papel de bobo sendo mais um Romeu
Sem Julieta

🌟 Música selecionada para o 55º Festival Nacional da Canção em 2025

Letra da música “Romeu Sem Julieta”, disponível nas principais plataformas de streaming em versão Estúdio, Ao Vivo & Acústico:

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