Vigilância Afetiva
“Terminar relacionamentos custa caro demais ao coração – por isso é sempre bom pensar bem com quem vamos começá-los.”

Poemas sobre relacionamento para almas inquietas e corações partidos
“Terminar relacionamentos custa caro demais ao coração – por isso é sempre bom pensar bem com quem vamos começá-los.”
Dolorida a saudade
Mais ainda a maldade
Melhor ser metade
Que inteiro sem dignidade
Eis a falta de todas as incapacidades
Da incompetência e da falta de paciência
Por sentir falta de um salve
Por sentir a vida se desfazer na sua ausência
Em desencontros que trombam meu coração partido
Passando pela rotina do dia sem saber de você
Despedaçada pétala que um dia foi flor
Desconsiderada promessa que um dia foi verdadeiro amor
Eis a falha de todas as certezas
Da insuficiência e do abismo da incoerência
O amor tão grande que tudo suporta
Só dura até os créditos de um filme de comédia romântica
Acho que amor é mais difícil que física quântica
Se bem que de física nada conheço
E do amor talvez esteja só no começo
Já que ainda sou a falta de toda incapacidade
Tenho então que aceitar com humildade
Indiferente às primaveras que somam minha idade
Que ainda estou aprendendo o que é amor de verdade
Arde em mim o fato
da tua ausência, o tato.
Mas se com tal tato também me maltrato,
errata seja feita história nesse ressentido ato.
Com tamanha tristeza me despeço.
Com total certeza, me despedaço.
Parece que assim lá se vai o laço,
aprisionado ao papel sem ação ou verdadeiro lastro.
E não há nada tão doloroso como o desproveito
da dor de tudo o que poderia ter sido feito.
Profundo oceano das lágrimas não derramadas
Fria brisa que toca meu rosto entristecido
Lembrai que sois apenas mar e vento
Nada além de natural lamento
Que como maré e tempo
Em algum momento
Hão de passar.
Parece que o tempo lá fora
Entende o tempo aqui dentro
Seja por natureza que aflora
Seja por indignação do vento
Se faz tempestade repentina
Lavando a tristeza que não termina
Estar quando convém e não por desejo declarado.
Do convite que nunca veio.
Do carinho que não é feito.
Da prioridade que nunca é minha.
Da mensagem que nunca chega.
Da palavra que não é dita.
Da atenção que é não é dada.
De esperar pela resposta e viver de aposta.
É preciso ouvir o silêncio e seu cortejo,
recebo suas ausências como aviso de despejo.
Seja pela ameaça ou verdade escondida na carcaça,
fato é que essa gangorra nunca teve a mínima graça.
Seja por ego, medo ou de controle mania,
me despeço com sincera cortesia.
Pois cansei de amar sem ser cuidado,
de cuidar sem ser amado.
Eis que chega inverno ao coração e começa a dança
Meu par? Teimosa solidão espalhando desajeitados passos pela casa
Em seu compasso esvazia meu sofá
Meu lugar na cama, meu café da manhã
Esvazia cada canto que guarda memórias incrustadas
Em cada tijolo, vidro, CD, disco e móvel antigo
Impaciente, aflita e silenciosa rouba minha brisa
Toma conta do meu pensamento e do meu corpo
Solidão é ladra do tempo até que se aprenda
Que não é inimiga, mas nossa melhor companheira
Acordo triste, mas com sorriso no rosto
Essa noite Morfeu te trouxe como visita
A manhã é cheia de outras coisas
Você me visita nas notas do ofício
Mas o momento é desperdício sem você
A tarde é cheia de mais outras coisas
Você me visita nas flores pelo caminho
Mas o momento é vazio sem você
Me dá vontade de dormir de novo
Só para ver se sua visita fica
O Sol dança com a Lua
E nessa cena, aflito, meu coração chora
Me deito abraçado ao travesseiro
Imagino seu toque no meu peito, seu cheiro
Espero que visite meus sonhos outra vez
Porque o momento é etéreo sem você
E quem sabe quando eu acordar um dia, todo dia não seja só visita, mas morada na minha singela rotina
Tínhamos segredos, coisas que sabíamos e nunca ninguém jamais saberia.
Mentimos a todo tempo.
Escondemos sentimentos que muitas vezes eram correspondidos.
Deixamos de falar que realmente nos amamos e estávamos apaixonados.
Afinal, “há tanto a perder não é mesmo?”
Pura mentira de nós para Nós.
Pura mentira de nossas fantasias.
Pura mentira de nossos desejos.
Pura mentira de nossas preocupações.
Afinal, “há tanto a perder não é mesmo?”
Nunca deixamos escapar os segredos. (E estes eram “tão importantes”)
Falsas adulações egocêntricas eram feitas. (E estas eram “tão valorosas”)
Seguramos palavras, gestos e beijos. (E a cada segundo, o amor se afastava)
Esquecemos quem realmente éramos. (E a paixão passou a não arder mais)
Afinal, “há tanto a perder não é mesmo?”
Preferimos ganhar “jogos de amor”. (Do que ter o amor)
Optamos fugir de Nós. (Nos perdemos)
No final, perdemos mais, muito mais do que “pensamos” em perder. (Coisas sem o mínimo valor foram trocadas, por nossas próprias escolhas, pelo amor)
A gente acha fácil e quando vê…já foi
A gente pensa que é e acaba por viajar prum lugar perigoso…nos pensamentos
Tenta decifrar cada passo…são coisas sem cifra
Tenta fazer o certo, com calma…acaba por se calar ou falar demais
Acha que consegue dominar, domar, envolver…só nos perdemos mais e mais
Acha que dá pra tentar…mas Nós não quer, só agente
No final, a gente espera…
Espera um sorriso sincero
Espera um beijo de adeus
Espera um – um sequer gesto de carinho.
É, a gente sabe que às vezes falta.
Falta tanto que até faz falta a falta.
Uns bebem, outros escrevem
Tem gente que corre, tem gente que foge
Mas só a gente, pra poder continuar
Tentando, talvez
Mudando, talvez
Só a gente pra não deixar escapar
Mais uma vez
O amor
O Amor que tenho por ti seria igual a todo amor
Se não fosse por algo especial
Algo que nenhum outro amor tem
E que nenhum outro alguém ama mais do que eu
Ti.