Ladra do Tempo

Eis que chega inverno ao coração e começa a dança
Meu par? Teimosa solidão espalhando desajeitados passos pela casa

Em seu compasso esvazia meu sofá
Meu lugar na cama, meu café da manhã

Esvazia cada canto que guarda memórias incrustadas
Em cada tijolo, vidro, CD, disco e móvel antigo

Impaciente, aflita e silenciosa rouba minha brisa
Toma conta do meu pensamento e do meu corpo

Solidão é ladra do tempo até que se aprenda
Que não é inimiga, mas nossa melhor companheira